terça-feira, 13 de março de 2018

A importância do bom humor na terceira idade


Desde a década de 70 muitos estudos relacionam o humor à saúde, eles mostram que o riso e o bom humor são, muitas vezes, terapêuticos e funcionam como poderosos medicamentos. O riso é um fenômeno universal, faz parte do ser humano e ultrapassa qualquer cultura, tempo e idade.

O bom humor e a alegria beneficiam fisicamente e psicologicamente. Diversas pesquisas revelam que o riso estimula a produção de endorfina, o hormônio do bem-estar. É responsável por diminuir o cortisol e o estresse, tem efeitos cardiovasculares semelhantes a exercícios aeróbicos, aumenta a tolerância à dor e melhora o sistema imunológico.


Já á visão da Psicologia Analítica entende que a psique é composta por pares de opostos que juntos formam o todo – comparativamente as ideias do Taoismo (Ying – Yang). Se entendermos a alegria como um pólo e a tristeza como outro, o humor funciona como eixo, tendo por polaridades estes opostos.

Em uma determinada situação, um dos pólos pode ser constelado na consciência, isto é, pode estar mais presente na consciência, pode invadi-la; em contrapartida o outro pólo ocupa um espaço menor. Dessa forma, se estamos alegres, está constelado na consciência o pólo da alegria, consequentemente, o espaço na consciência do pólo da tristeza está menor e vice-versa.

Portanto é absolutamente normal e saudável vivenciarmos tanto a tristeza quanto a alegria. De uma maneira simplificada, o importante para o equilíbrio psíquico é que a constelação de um pólo não impeça a vivência com o outro pólo. Caso, o ego fique possuído pela alegria e perca totalmente o contato com o pólo da tristeza, pode haver a euforia, em sentido contrário pode haver a depressão.

Não pretendemos dizer que as pessoas devam procurar estar felizes e rindo sempre, mas sim que não se deve perder essa qualidade do ser humano. Vivenciar e lidar com a tristeza é também extremamente importante, mas, principalmente em nossa sociedade – que ainda carrega estigmas fortes e negativos da velhice e do idoso – é de grande importância resgatar o bom humor e o riso.

A velhice é comumente associada a uma fase de declínio, depressão, tristeza, falta de felicidade e perspectiva. O bom humor e o riso neste período podem “quebrar” com o movimento instalado e trazer, mesmo que por pouco tempo, uma nova ordem, lembrando ao idoso que há outros aspectos e que nem tudo está perdido. Seria extremamente insuportável para o indivíduo não vivenciar o senso de humor, isto possivelmente abriria portas para doenças.

Quando abrimos espaço para o bom-humor, podemos aumentar inclusive o campo da nossa própria reflexão. Corpo e mente estão tão interligados que um interfere no outro sincronicamente. Aquilo que é do campo bioquímico e aquilo que é do campo psíquico agem, ao mesmo tempo, um influenciando o outro, não sendo possível separá-los.

As relações e trocas com pessoas, animais, lazer, atividade física e afetos são extremamente benéficas e podem contribuir para a melhora do bom humor. É importante sabermos definir aquilo de que gostamos e sentimos prazer e acrescentar isto em nossa rotina. Pode ser um lugar, uma atividade, uma companhia, uma música, uma comida, entre outros.

Costumamos dizer a nossos clientes que lazer e risada também são remédios, tão importantes quanto aqueles prescritos pelos médicos. Nem o prazer, nem o desejo se extinguem na velhice, portanto devemos estar atentos se estamos nos permitindo vivenciar estes aspectos ou estamos ignorando-os e escondendo-os de nós mesmos.

“Quando o riso ajuda sem prejudicar, quando ele alivia, reorganiza, põe em ordem, reafirma a força e o poder, esse é o riso que gera a saúde. Quando o riso deixa as pessoas alegres por estarem vivas, felizes por estarem aqui, com maior consciência do amor, elevadas pelo erros, quando ele desfaz sua tristeza e as isola da raiva, ele é sagrado. Quando elas se tornam maiores, melhores, mais generosas, mais sensíveis, ele é sagrado.” (ESTES, 1999)

Fonte: Portal Vida e Equilíbrio (http://vidaequilibrio.com.br/a-importancia-do-bom-humor-na-terceira-idade)



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